
FUTEBOL PROFISSIONAL AMAZONENSE?
Elementar, caros torcedores do futebol profissional amazonense. Usando esta fala de um grande personagem do filme O enigma da pirâmide, Sherlock Holmes, a que assisti inúmeras vezes. Claro que no filme Holmes referia-se ao amigo dizendo, “Elementar, meu caro, Watson. Adotei nesta frase para fazer uma catarse. Não dá para resistir, nem para engolir o absurdo calado. Como se pode falar de profissionalismo no futebol amazonense, se cenas cavernosas, comediantes, inusitadas acontecem por aqui: a começar pelo velho atacante Jardel, ex- atleta do Grêmio de Porto Alegre e do Benfica, de Portugal, contratado pelo Atlético Rio Negro, para vestir a camisa 9. O atleta foi recebido com direito a carreata, salvas e fogos de artifícios; infelizmente, Jardel não pôde sequer estrear no clube amazonense, por irregularidades com documentação. Muito estranho, não ?
Outro fato que presenciei dentro de campo, em uma partida válida pelo primeiro turno, entre Nacional e Fast Ulbra, causou-me repugnância para voltar a prestigiar o futebol que quer ser profissional. Ora, que absurdo – todos viram – nunca havia presenciado um atleta “profissional” errar duas vezes seguidas a cobrança de um lateral, “duas vezes”, isso mesmo! Duas vezes, o atleta da equipe do Nacional não conseguiu acertar o arremesso, assim causou indignação aos torcedores que desembolsaram dez reais para ver aquela cena, inclusive eu. Não assisto mais ao futebol “ profissional” amazonense! Prefiro contentar-me com o “Peladão” – um campeonato “amador”, delirante, mais disputado, alegre... Este, sim, é a cara do futebol amazonense. Bonito de se ver, emocionante, bem disputado e atraente. Se aquele outro “futebolzinho” continuar se arrastando, como vem sendo, é válido ressaltar o que se vem falando por aí, que a Arena da Amazônia vai se tornar um elefante branco. “Elementar, meu caro torcedor amazonense”!
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